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Porque é tão difícil procurar ajuda psicológica? Parte 3 de 3

Essa é a última publicação da série que destaca as principais dificuldades de procurar ajuda psicológica. Caso não tenha visto os d...

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Autoestima, porque ela é importante?


Todos nós temos uma noção e uma imagem de nós mesmos. Se você se conhece bem, conhece seus defeitos, mas nem por isso se sente inferior com os seus defeitos é um bom sinal. Se se sente confiante ao falar e se comunicar, se consegue fazer uma pergunta no meio de um grupo de pessoas, se consegue lidar com brincadeiras que utilizam características suas com humor, são sinais que sua autoestima está boa.



Já se você tem dificuldades de contrariar opinião, tem dificuldades de dizer não, tende a fazer escolhas que não te trazem tanta satisfação, se não escolhe a melhor roupa para você, se tem dificuldade de iniciar uma conversa pode ser alguns sinais que sua autoestima está baixa.

 O que é autoestima?


Tem relação com o reconhecimento de suas qualidades e se sente bem com elas, sem que seus defeitos te afetem de forma muito negativa. É aquela pessoa que se valoriza, sente-se satisfeita com sua forma de se expressar, como seu corpo e a maneira que lida com a vida. Se a autoestima está alta você se sente confiante.  



Sente-se confortável quando recebe um elogio.

Autoestima tem relação com a forma que lida com o seu corpo, sente-se satisfeita com seu corpo e cuida do corpo em todos os sentidos desde o momento da alimentação a forma de se vestir. Se sente satisfeita com a forma que se expressa verbalmente e fisicamente.


A importância da autoestima

Você pode não se dar conta, mas a autoestima influencia em todas as áreas da sua vida. Na relação afetiva, no ambiente de trabalho, a forma que você se cuida, tem relação com a autopreservação é um sentimento muito importante para o bem estar físico e psíquico.


Origem

O nível de autoestima pode ter uma influencia vinda da infância, quando criança você se sentia valorizada? Seus trabalhos escolares, suas brincadeiras eram elogiadas? Seus pais davam valor para o que você fazia quando criança? Você era muito exigido pelo seus pais?

Caso as respostas dessas perguntas tenham sido negativas, pensem certamente seus pais não fizeram com a intenção de te derrubar. Mas, você acreditou que não era capaz ou o que você fazia não tinha valor e isso por estar acontecendo ainda hoje.

Se as respostas foram positivas tem maior probabilidade de sua autoestima estar mais alta, ainda assim é preciso cuidar para que ela se mantenha assim.

Lembre-se hoje você pode olhar para sua história e encarar de forma diferente, pois você já cresceu, já tem capacidade de lidar com situações que quando criança era muito complicado.

Quando a autoestima está alta



Tendência a conquistar o que se propõe a realizar, pois se sente confiante, em geral reconhece suas limitações e consegue lidar com elas. O sentimento de confiança depende da autoestima. 
Mesmo mediante as falhas tende a ter capacidade de reconhecer suas limitações e observar que nem tudo depende só de nós, que é necessário observar o contexto da situação. Tem maior capacidade de responsabilidade sem o peso maçante da culpa provocado pela autocrítica rígida.

Quando a autoestima está abaixa



Tendência a fazer escolhas ruins por se julgar não merecedor de algo melhor. Autocrítica muito rígida.  Tende a se subordinar a amigos e tem dificuldade de dizer não por medo ou preocupação de perder a amizade.
Não confiam no seu próprio potencial.
Tende a ter relacionamentos com dependência emocional, de alguma forma acredita que é sorte ter uma pessoa tão bacana do lado, como se não merece ter alguém tão especial ao seu lado.


Como melhora-la?

Primeiro passo é reconhecer que sua autoestima está baixa. Para que isso aconteça precisa identificar seu comportamento. Suas escolhas. Reflita se sente bem com a sua forma de falar e se expressar? Caso não se sinta tão confortável com sua forma de ser é um dos sinais de baixa autoestima.

Autoconhecimento é necessário! Você precisa se conhecer nem sempre é um processo fácil.

Reflita sobre suas qualidades, o que mais gosta de fazer. Busque sempre fazer algo que te faça bem todos os dias, isso ajuda a aumentar sua confiança em si mesmo. Enalteça suas conquistas e não seja tão rígido com os seus defeitos.

Se identificou que tem baixo autoestima, acalme-se, não é de um dia para o outro que conseguirá mudar isso, mas é possível mudar.

Características da baixa autoestima:

- insegurança
- inadequação
- perfeccionismo
- dúvidas constantes
- incerto do que se é
- sentimento vago de não ser capaz de realizar nada (pode ser indício de depressão)
- não se permite errar (autocrítica elevada)
- necessidade de agradar (medo de não ser aceito se não agradar)
- necessidade de aprovação (não consegue reconhecer o próprio valor)
- necessidade reconhecimento
-dificuldade de impor limites (medo de não manter amizade, sentimento de inferioridade)
-dificuldade de receber elogios (não acredita que pode realmente receber elogios)
- sentimento crônico de insatisfação
- sentimento de inferioridade: "qualquer um é melhor que eu"

Se conseguir identificar como está sua autoestima irá ajudá-lo a compreender você mesmo sua forma de ser e pode afetar em todas as áreas da sua vida. E se tiver muito difícil procure ajuda profissional, nós psicólogos estamos aqui para te ajudar.


Este texto é para fins informativos não tem fins terapêuticos.

VEJA TAMBÉM:

Dicas para melhorar a autoestima

Sobre Ansiedade. Da série: Perguntas dos leitores.

Amor patológico

Sua tristeza tem valor?

 

 

 




quarta-feira, 30 de março de 2016

Levanta a mão quem tem medo de ir ao psicólogo?





Levanta a mão quem acha que psicólogo é para louco?



Disse sim as duas perguntas?

Se quiser compartilhar os motivos deixo nos comentários no final do texto ou do lado direito da tela abaixo do arquivo do Blog envie sua resposta. Será um prazer responder para você.


O desconhecido causa medo! Quando não conhecemos algo podemos chegar a inventar algumas histórias. Uma das histórias que criaram é que psicólogo é para louco. E muita gente acredita por falta de informação.

Psicólogo é para gente que quer ser saudável emocionalmente e mentalmente.


 Um exemplo:

Neymar, jogador de futebol bem sucedido, atualmente circula em ambientes totalmente diferentes de sua infância tem acesso a muita informação, entretanto, na COPA de 2014, após já ter mencionado algumas vezes "Não preciso de psicólogo. Não sou louco", descobriu o valor do psicólogo, compreendeu que não precisa ser louco para ser analisado por um psicólogo. Em um momento de muita tensão e grande responsabilidade Neymar com orientação psicológica conseguiu lidar da melhor forma a situação que estava vivendo.

Se não compreendemos o valor da psicoterapia e com tantos mitos a respeito da profissão realmente muitos não compreendem que psicólogo é para quem quer resolver um problema, melhorar suas habilidades, crescer e obter autoconhecimento. Todos nós temos problemas e se conseguirmos lidar com eles de uma forma saudável melhor será para nós e para todos que nos cercam.

Psicologia está em todos os lugares:

No esporte, hospital, sistema educacional, organizacional, desenvolvimento de videogames, filmes, trânsito... em todos os lugares! E em todos esses lugares há pessoas com doenças mentais ou não. 

No esporte, por exemplo, um problema emocional pode prejudicar o desempenho do atleta, o psicólogo do esporte pode ajudar.

Na educação, o problema de aprendizagem pode está ligado a alguma dificuldade emocional.


A psicologia é a ciência que estuda o comportamento humano e o funcionamento da mente humana. Portanto, todo mundo que é humano é objeto de estudo da psicologia e pode se beneficiar dessa ciência.

A profissão do psicólogo especialmente o psicólogo clínico é diretamente ligado à doença mental, mas não é sempre nessa situação que o psicólogo pode ajudar, ele pode ajudá-lo a melhorar as habilidades sociais para conquistar melhor posição no mercado de trabalho, melhorar o ambiente familiar, relacionamentos amorosos entre outros objetivos.

O que ocorre muito é que a grande maioria só vai procurar ajuda quando há um nível de sofrimento muito grande.

Não tenha medo nós psicólogos estamos aqui para ajudar você.

Este texto não tem fins terapêuticos, são meramente ilustrativos.

quarta-feira, 23 de março de 2016

O que acontece na sessão de psicoterapia?




Para muitos já é difícil procurar ajuda psicológica, quando aquele frio na barriga é vencido e a primeira consulta  é marcada a imaginação rola solta.

Especialmente na primeira sessão!

Muitos ficam ansiosos, nervosos, não sabem como começar, o que será que o psicólogo quer saber? Fica imaginando falando com o psicólogo e o que o psicólogo responderia. Será que o psicólogo irá compartilhar minha vida com outras pessoas? O que será que ele vai pensar quando eu contar o que eu fiz? Não vou conseguir contar isso para ele!


Em alguns casos a pessoa pode ter reações físicas: suor excessivo, com o corpo tenso, dor de cabeça, dor na barriga. Acontece de muitos devido a essa extrema ansiedade e reações físicas chegam até não ir à consulta.

Relaxe




Se você está nesta situação procure se acalmar. Fique tranquilo você está buscando ajuda com alguém que irá fazer de tudo para te compreender.
 
O psicólogo estará lá esperando você para te ouvir. Comece por onde achar que se sente mais confortável. Nas primeiras sessões o psicólogo vai querer entender o motivo da consulta.

A primeira sessão na verdade é uma entrevista. Onde o paciente explica o motivo da consulta. Ou seja, não há o que temer. Você irá relatar o motivo que te levou a marcar a consulta, o que vem a seguir é orientação do profissional, que irá precisar te conhecer para conseguir te ajudar.

As primeiras sessões são de avaliação, é importante conhecer a história de vida do paciente. Durante toda a sessão a dedicação do profissional é totalmente em ouvir o paciente.


Será uma escuta diferenciada. Não há julgamento. Dentro da sessão de psicoterapia não há certo e errado, há um ser humano que tem suas alegrias e angústias seus erros e acertos.

É importante ficar ciente que existe o sigilo profissional. Todo psicólogo tem obrigação de preservar a identidade e o conteúdo de seus pacientes. Este direito do paciente é garantido pelo código de ética do psicólogo.

Portanto, basicamente o que acontece na psicoterapia é uma conversa. Não uma mera conversa entre amigos, uma conversa de alguém que está precisando de ajuda em relação ao seu conteúdo emocional e o outro com o conhecimento necessário para orientá-lo.

Existem várias técnicas e formas  de atendimento psicológico, mas todos eles irão respeitar estes princípios: sigilo, ética profissional, conforto do paciente, ausência de julgamento e escuta diferenciada.

Não tenha medo, nós psicólogo estamos aqui para ajudá-lo.


Recomendo um texto que aborda também esse tema: O que acontece na primeira consulta psicológica?



terça-feira, 8 de março de 2016

O que é Psicoterapia Breve?


Psicoterapia é um processo que requer tempo, entretanto em alguns casos é possível trabalhar  de forma focada com um determinado número de sessões.

Antes de pensar o que é Psicoterapia Breve, vamos lembrar o que é um processo de psicoterapia.

Psicoterapia é um processo o qual tem como objetivo promover a saúde mental. No processo de psicoterapia ocorrem elaborações de conflitos, sintomas e transtornos mentais. Há diálogo entre profissional da psicologia ou da psicanálise e o paciente. Parece simples, porém há muita complexidade,  está envolvido um paciente procurando respostas e melhora emocional, e do outro o profissional buscando com vasto conhecimento necessário ajudar aquele paciente que é único com suas questões.

 
Quanto tempo demora um processo de psicoterapia?




A duração do processo de psicoterapia varia. Pode durar anos ou apenas meses.
São muitos fatores que determinam a duração do processo de psicoterapia:  objetivo do paciente, o nível de motivação, empenho, capacidade de elaboração, desempenho cognitivo, conflito, sintoma, transtorno, o conhecimento e a habilidade do profissional, se é uma situação crônica, se há apoio da família e amigos entre outros. O término pode partir do próprio paciente a qualquer momento que desejar ou por ele mesmo já se sentir confiante para prosseguir sem a terapia.

Caso a procura de ajuda psicológica seja crise no casamento, se os fatores mencionados acima forem favoráveis, o processo pode ser concluído em meses, o paciente pode escolher continuar a terapia e tratar outras questões ( isso ocorre com muita frequencia) ou terminar o processo.

Segundo FREUD:

“[...]término de uma análise acontece quando o paciente deixa de sofrer seus sintomas, superando suas ansiedades e inibições; também quando o analista julga que foi tornado consciente tanto material reprimido, que foi explicitada tanta coisa inteligível, que foram vencidas tantas resistências internas que não há necessidade de temer uma repetição do processo patológico em apreço[...]”
 

Mas, afinal então o que é Psicoterapia Breve?




É similar a psicoterapia, a grande diferença é que a Psicoterapia Breve irá focar em um determinado conflito, sintoma ou situação.

Na psicoterapia o paciente mesmo com um problema central que o motiva a ir ao processo terapêutico não é focado somente neste problema é falado tudo o que o paciente tem vontade de falar.  

Na psicoterapia breve é proposto focar em uma questão problema e todo o processo tem como objetivo de melhorar a questão problema proposta.

No primeiro momento há  entrevistas e a fase de diagnóstico, que é preciso para compreender a psicodinâmica do paciente e o conflito central do mesmo. Após este processo é possível acertar um número de sessões para elaborar determinado conflito do paciente.

Coloco aqui a citação do Mauro Hegenberg, psicanalista especialista em psicoterapia breve (na linha psicanalítica).

“A Psicoterapia Breve psicanalítica não tem compromisso com a eliminação do sintoma, mas
com o esclarecimento do foco, procurando propiciar auto-reflexão, possibilitar a
comunicação. O foco é um acordo, um plano inicial de trabalho, uma forma de o terapeuta
informar ao paciente que ele entendeu seu problema atual, que está ciente da razão pela
procura da terapia.''

Exemplos de atendimento em Psicoterapia Breve






 A aplicação de Psicoterapia Breve Operacionalizada em mulheres em situações de violência doméstica foi importante ter esse pronto atendimento em uma situação de emergência, trouxe a conscientização da violência. São mulheres em situação vulnerável e com muita dificuldade de sair dessa situação, nem sempre tem recursos para manter um processo longo de atendimento e precisam se estabilizar emocionalmente para conseguir lidar melhor com a situação que se encontram.

Pessoas que não tem motivação para iniciar um processo de psicoterapia longo e querem sair de uma crise ou tratar apenas um determinado conflito também poderá se beneficiar da Psicoterapia Breve.

Mais exemplos


Antes de ir fazer uma cirurgia importante
Decidir entre esposa e amante
Decisão de escolha profissional diversas
Separação
Desemprego 
Lidar com a ansiedade


Existem vários tipos de psicoterapia breve cito alguns:

Terapia Breve Operacionalizada.
Terapia Breve Estatística
Terapia Breve Congintivo-Comportamental
Terapia Focada na solução
Terapia Narrativa
Ou simplesmente Psicoterapia Breve ( que há vários linhas teóricas que compreendem essa modalidade de atendimento).

Pode ser realizada individualmente, casais, família ou em grupo.

 Preconceitos

Não é porque é uma psicoterapia Breve que é uma psicoterapia superficial.
Há um vasto conhecimento e pesquisas para desenvolver as técnicas da psicoterapia breve.
E há muitos estudos que confirmam que o atendimento nesta modalidade promoveu mudanças duradouras e significativas aos pacientes.
Antes de fazer de iniciar o processo de psicoterapia breve são feitas entrevistas e partir delas um diagnóstico que permite traçar o objetivo da Psicoterapia Breve.




Quem pode fazer Psicoterapia Breve?

Realmente não é recomendado para todos os pacientes. Há fatores importantes que são necessários para que seja possível ter essa modalidade de atendimento.
Essa avaliação é feita pelo profissional especializado na área. Se o paciente está bem motivado é um ótimo fator determinante para se beneficiar da psicoterapia breve, consulte um profissional.

Esta publicação não tem fins terapêuticos é meramente informativa.

VEJA TAMBÉM:

O que acontece na sessão de psicoterapia?

Porque é tão difícil procurar ajuda psicológica?

Dicas para melhorar a autoestima

 

 






quinta-feira, 3 de março de 2016

Porque ele não fala?

Este texto é o terceiro da série: Pergunta dos leitores.




As mulheres em geral tem mais facilidade para expressar seus sentimentos homens nem sempre.

Muitas mulheres queixam-se sobre o comportamento do parceiro de não se expressar de ser calado.

O mistério

Primeiro vamos falar de você mulher! Será que o mistério do seu marido ou namorado te interessa também de alguma forma? Pode acontecer de justamente esse movimento do seu marido de não falar te manter interessada nele, você fica atenda ao comportamento dele o tempo todo. E talvez, ele goste de manter esse mistério, ele goste de saber que você fique interessada nele constantemente.


Insegurança

Já ouviu falar no ditado "casca dura, miolo mole"? Pode ser o caso aqui. Homens inseguros, não se sentem confiantes para expor sua sensibilidade, pois, tem a fantasia de que será uma ameaça a sua segurança (nem sempre são conscientes, é um movimento inconsciente). Há grandes chances de pessoas bem duras, defensivas e que falam pouco de si, no fundo são frágeis e sensíveis e para proteger "o miolo mole" ela se torna dura. Não é um movimento consciente. Portanto, caso diga ao seu parceiro: "você tem medo e é inseguro, mas pode contar comigo...", muito provavelmente ele não irá concordar com você. Sim, é difícil lidar com essa situação, mas talvez esse movimento dele também promova em você, mulher, uma insegurança de não saber com quem está lidando e o que ele está escondendo, isso pode despertar muitas fantasias, muitas histórias e que dependendo da paranoia pode acabar acreditando em uma história criada por você. É importante respeitar o limite do outro.


Não aprenderam a expressar foram reprimidos desde a infância.

Conhece a história dele? Isso quase sempre ajuda. A forma que foram educados pode dizer muito, a história da família, se há pais machistas a forma que os homens da família recebem educação. Ou ninguém da família se expressava e se comunicava. Caso ele tenha crescido de uma forma que nunca pode se expressar por alguma razão e mesmo que agora ele pode  a vida inteira até então não pode, o que torna muito difícil iniciar a falar.

Machismo

Muito comum mesmo nos dias atuais. Homem não são sentimentais, não expressam sentimentos, não compartilham sua fragilidade. Caso seu parceiro seja machista realmente fica bem difícil à situação, ele não compreende que falar sobre sentimentos não irá atingir sua masculinidade, pelo contrário.

Sentimento confuso

Há aqueles que não se expressam apenas porque não se compreendem. Não pensam sobre si, não conversa com ele mesmo, e tem seus sentimentos confusos. Se ele não consegue se compreender dificilmente irá conseguir se expressar.

Não acham que isso é importante

Pode ser que não achem importante, por que se defender pois se expressar para ele é ameaçador. É uma forma de não enfrentar o medo que tem de expor seus sentimentos. Tenham medo de expor sentimentos e não gostarem da reação que vem a seguir.

Para ser independente

Para manter a ideia de controle não expressa até mesmos os próprios planos, somente quando muito necessário. Nestes casos é ainda mais difícil expressarem seus sentimentos pode entender que se expressar-se está colocando um lado vulnerável que não se sente confortável para lidar, de alguma forma acreditam ao contar seus planos perderam sua independência.

Falta de confiança

Dependendo do ciclo de amizades que se encontram e a personalidade da parceira pode indicar para o homem que sua vulnerabilidade não estará bem guardada, que aquela amiga super intima da parceira irá saber também.

São estas algumas possibilidade, espero ter ajudado de alguma forma.



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Amor patológico II - O Sedutor

Quem não quer amar e ser amado!? Amor, é tão bom! Faz tão bem!

Esse é o segundo texto sobre amor patológico  . Neste texto irei falar um pouco daquele que faz o papel do sedutor da relação.




Caso não tenha visto o primeiro texto vai ajudar a compreender melhor o que será dito a seguir. Clique aqui e leia o primeiro texto.

Na vinculação tantalizante (explicada no texto anterior) geralmente o homem é o sedutor. Mas, pode ser o papel também feito pela mulher.

Em geral é um homem que apresenta ser vencedor e com muita segurança. Muitos casos são de famílias que sofreram dificuldades e coube a ele desempenhar o papel de conseguir superar as dificuldades.

No texto anterior mencionei alguns exemplos de possíveis vínculos tantalizantes. Relacionamentos dos quais a mulher é a amante e o rapaz nunca termina o casamento para ficar com ela. Ou namoro em que o homem some após uma briga e ela resolve finalmente terminar com toda convicção até que ele aparece e renova suas esperanças e esse comportamento é repetitivo, ocorre muitas e muitas vezes. Relacionamentos que vai e vem o tempo todo.

Mas, calma, não é todo relacionamento com essas características que são relacionamentos patológicos.


David E. Zimerman, psicanalista quem desenvolveu essa teoria, afirma que o amor patológico também acontece em casamentos. Segundo ele são casais que não conseguem viver juntos, mas, também não conseguem viver separados. Brigas constantes, separações e reaproximações eternas.

Lembrando que esse tipo de vínculo que estamos falando são de duas pessoas. As duas estão envolvidas de forma patológica.

Características daquele que assume o papel do sedutor. 


Domínio


"O domínio sobre o outro, ou outros, pode ser exercido de muitas formas distintas, como é o caso de uma dominação intelectual, moral, econômica, política, religiosa, afetiva, mas, nos casos bem-caracterizados, sempre alude ao exercício de um poder supremo que leva o outro a sentir-se subjugado, controlado, diminuído, humilhado, manipulado e em uma crescente dependência má." David E. Zimerman.

Pode chegar ao caso do(a) dominador(a) sentir a necessidade de marcar de alguma forma a parceira(o), exemplos são "chupões", agressões físicas até mesmo tatuagem.

Apoderamento


Comportamento que remete a ter poder sobre a parceira(o). Este comportamento pode estar relacionado ao medo de ficar desamparado (medo não consciente), de forma inconsciente o sedutor para se sentir seguro tende a "apoderar" do outro de diversas formas. Há consciencia do que o outro gosta e deseja ele(a) consegue controlar o outro através do que o outro gosta.

Sedução

A sedução em certa medida tem seu ponto saudável, mas neste tipo de vínculo não é. Os recursos para seduzir nem sempre são os mais éticos e quando consegue segundo David E. Zimerman pode desprezar e abandonar a vítima e seguir para outro jogo de sedução, nestes casos são os que se usualmente chamados de "Don-juans". Ou é mantido o vínculo mas de forma patológica. É onde entra as promessas e ilusórias histórias de que a relação irá se tornar mais profunda.
O sedutor pode promover na(o) parceira(o) o deslumbramento de ordem intelectual, física entre outras.

Estas são as principais características encontradas naquele que no vínculo tantalizante exerce o papel do sedutor.

Tudo isso cria no seduzido um sentimento de receber afeto, entretanto, se submeter a dominação e a frustrações.

O vínculo tantalizante pode ocorrer também com pais em relação aos seus filhos. Abaixo segue o David E. Zimerman explicando:
Na situação mencionada, de pais obsessivos que exerceram sobre os filhos pequenos
uma sedução de tipo tantalizante, isto significa que eles tanto lhes davam carinho, proteção e elogios, quanto também impunham rígidas condições e suplícios, como a de que as crianças devessem pensar, desejar, sentir, valorar e agir estritamente de acordo com eles, pais (ou, pelo menos, com um deles, o dominador), sob pena de castigos severos, às vezes físicos, ou de um corte na comunicação verbal, ameaça de expulsão de casa, etc. Outras vezes, o suplício é praticado com castigos mais dissimulados, sabotando, obstaculizando ou desqualificando qualquer iniciativa do filho que não estivesse de acordo com o pai, ou mãe, dominador(a) ou que não tivesse provindo da iniciativa deles.


Crianças educadas por pais com esse tipo de comportamento tem maior probabilidade de ter vínculos também tantalizantes no seus relacionamentos amorosos.

Pessoas com esse tipo de vinculação na grande maioria dos casos não sabem que estão inseridas em uma relação patológica. O sedutor não é o malvado da história e o seduzido a vítima. Há nas duas partes conflitos internos que remetem a ambos a se vincular dessa forma. 

Importante, somente com as informações aqui contidas  não é possível identificar com certeza absoluta esse diagnóstico. Pode-se desconfiar a partir das informações aqui passadas, mas é necessário um profissional da psicologia para diagnosticar. Aqui foram apresentadas um pouco de um conteúdo mais amplo e complexo.

Se gostou e se interessa saber mais comente, compartilhe, envie um e-mail (joycesouza.psico@gmail.com) ou entre em contato pelo Blog no canto direito da dela.

Esse texto é meramente informativo não tem fins terapêuticos. 

VEJA TAMBÉM:

Sua tristeza tem valor?

Porque ele não fala?

Dependência Emocional